Como pode um Deus bom punir alguém? Como acreditar no Juízo final e na condenação eterna?
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Como é possível acreditar no Juízo Final e na existência do
inferno? Como pode um
Deus bom condenar alguém? A resposta a esta pergunta é a seguinte: a
existência do inferno e a certeza de um dia de Juízo final não são conceitos de
homens falíveis, que se podem facilmente enganar. A Bíblia, Palavra infalível
de Deus, é a fonte desta certeza. A Bíblia fala com tanta seriedade e clareza sobre
esta questão que vale a pena não a descartar, por puro preconceito, ou só
porque nos desagrada ou incomoda. Pelo contrário, deveríamos prestar atenção a
advertências como as seguintes: Hb. 9:27 - «E,
como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…». Ap. 21:8 - «Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos,
e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e
aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com
fogo e enxofre; o que é a segunda
morte». Ap. 20:15 - «E
aquele que não
foi achado
escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo». Ap. 21:27 - «E
não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas
só os que estão inscritos no
livro da vida do Cordeiro». Mas, se pensarmos um pouco,
veremos que há justificação para isto. Vamos considerar os seguintes aspectos: 1) A JUSTIÇA A tendência das pessoas é interrogarem-se:
como pode um Deus bom castigar alguém?
Mas o outro lado da questão é: como poderia um Deus justo deixar de cumprir
a Lei? Imagine um juiz que julga
um jovem que foi apanhado a roubar e, em certo momento, descobre que aquele
jovem é filho de um grande amigo seu. Que fazer? A polícia está ali, as provas
são claras, a lei tem de ser aplicada: o rapaz vai ser punido de acordo com a
lei. Se não condenasse o jovem, aquele juiz seria injusto, e, provavelmente,
seria desqualificado. Um outro exemplo: sabe-se
hoje que cerca de 50% dos crimes que incluem violação com morte da vítima nunca
são apurados; o criminoso escapa. Você acha isto justo?! Mas de certeza que
acha justo quando o criminoso é apanhado e sentenciado, segundo a prescrição da
lei. Isto sucede porque você acha, e bem, que a lei que determina uma punição
para quem mata e viola o seu semelhante é uma lei boa e justa. 2) A LEI Então a questão fundamental
está na justiça da Lei e não na
justiça do Juiz, porque este
limita-se a aplicar a lei. Por exemplo: se alguém for apanhado a roubar, sabe
que vai sofrer a punição que a lei prevê para o crime. Independentemente de o
juiz ser simpático ou não, boa pessoa ou não – isso pode determinar apenas o
agravamento da pena, mas sempre dentro dos limites previstos pela lei. A Lei de Deus é boa, é justa e é perfeita. Ela
reflecte a natureza de Deus e a ordem que rege tudo o que Deus criou. Uma pessoa que não
transgrida a Lei que nos rege (resumida nos Dez Mandamentos) não tem nada a
temer: se não há transgressão da Lei não há punição. 3) O PECADO O grande problema é que não há nenhum homem que possa orgulhar-se
de nunca ter transgredido! À transgressão da lei de Deus a Bíblia chama
“pecado”. E Deus diz que «todos pecaram» e
que «não há um justo, nem um só». Qual é a punição para o
pecado? A morte: «o salário do pecado é a morte»; «a alma que pecar, essa morrerá».
A morte significa a privação da comunhão com Deus, que é a vida. Deus
simplesmente não tem qualquer tipo de comunhão com as trevas. A grande tragédia
do homem, para a qual ele não tem solução, é esta: porque é um transgressor da
Lei (um pecador), ele está condenado à morte. 4) O ESCAPE Mas Deus tem um escape para nós! Em vez de se limitar a
executar friamente a Lei, condenando todo o pecador à morte, o Filho de Deus
ofereceu-se para sofrer a punição em nosso lugar. É por isso que Ele foi
chamado «o Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo». Mais um exemplo: imagine
que vai a conduzir com excesso de velocidade e a polícia pára-o na estrada. O
guarda é peremptório: você tem de pagar porque transgrediu. O auto já foi
passado e registado. De repente, a sua esposa espreita pela janela e, ao olhar
para o guarda, descobre que este é um primo a quem não via já há algum tempo.
Cumprimentam-se efusivamente mas… a multa está passada. Então o guarda-primo
tira a carteira do bolso e diz: «Eu mesmo vou pagar esta multa em vosso lugar.
Podem seguir». A lei foi cumprida:
para si, foi um livramento e uma bênção; mas o guarda teve de pagar o preço. Alguém tem de pagar o preço do pecado, para que a lei
seja cumprida e seja feita justiça. O milagre do amor de Deus não está em Ele
ter violado a Lei, “fingindo” que tudo estava bem. O amor de Deus está em que
Ele pagou o preço em nosso lugar. Jesus Cristo derramou o seu sangue para nos
livrar dessa punição eterna. Hoje, a única condição que
Deus coloca para nos salvar é crer no Seu Filho: Jo 3:18 - «Quem crê nele não é condenado; mas quem não
crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus». Quem crê em Jesus tem o
seu nome escrito no LIVRO DA VIDA e está para sempre livre da condenação. Mas
se virarmos as costas ao amor de Deus, não haverá para nós senão a expectativa
do destino terrível da eternidade sem Deus. Por isso a Bíblia adverte: Hebreus 2:3 - «Como
escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?» |